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A história por trás do projeto

Marco Zanetti

Marco Zanetti

A primeira viagem no verão de 2021

No verão de há cinco anos estávamos a sair pouco a pouco do enésimo confinamento e tínhamos acabado de nos tornar campeões da Europa. Para mim, no entanto, o verão de 2021 é também aquele em que decidi partir de bicicleta à descoberta de Itália. Não tinha qualquer experiência de longas viagens, mas no final, com a bicicleta de cidade do meu pai e uma pequena tenda comprada na Decathlon, comecei a pedalar.

Foram 25 dias de verdadeira liberdade, aquela por que de manhã acordas feliz mesmo que lá fora esteja muito calor, mesmo que na tenda se durma muito mal. Porque acordar à beira-mar põe-te bem-disposto, mesmo sabendo que hoje vais sofrer bastante — mas pedalar pelas estradas do país mais bonito do mundo não custa assim tanto.

Acordas vivo porque sabes que hoje vais ver um lugar novo. E depois as pessoas são tão curiosas por saber para onde vais com os alforges no porta-bagagens: todos gostariam de se sentir parte da viagem e oferecem-te uma indicação, uma garrafa de água ou um café, de norte a sul.

2021
A primeira viagem — Trieste → Santa Maria di Leuca em 25 dias, com a bicicleta de cidade do pai e uma tenda da Decathlon; nasce também a página de Instagram para partilhar mapas e conselhos.
2022
10 troços regionais — O percurso dividido em 10 troços regionais, cada um com o seu próprio mapa dedicado.
2023
Alternativas nos pontos críticos — Estudadas variantes mais seguras nos troços mais delicados, continuando a partilhar a narrativa dos lugares a visitar ao longo do percurso.
2024
O site — Mapas interativos, fichas detalhadas, ficheiros GPX descarregáveis e perfis de altitude para todos os 10 itinerários.
2025
O percurso completo — Identificado um itinerário de Trieste a Santa Maria di Leuca que evita pelo menos 95% da estrada nacional adriática.
2026
O levantamento e o guia — Percorridos pessoalmente os 1864 km do itinerário, mapeados e classificados etapa a etapa, para elaborar o guia PDF completo com mapas e tracks GPX descarregáveis.
2027
O Passaporte Adriático — Um carimbo para cada etapa e a possibilidade de reservar alojamentos convencionados, como no Caminho de Santiago.

O percurso de hoje

O percurso inspira-se no traçado oficial BI6 da Bicitalia (FIAB), que concebeu a rede das ciclovias nacionais. Em relação ao traçado original, desenvolvi ao longo do tempo uma série de alternativas mais seguras que evitam a estrada nacional adriática e os troços de tráfego intenso, privilegiando ciclovias dedicadas, estradas de terra batida e vias secundárias paralelas à costa. As maiores alterações situam-se entre Trieste e Monfalcone (no Friul) e entre Otranto e Santa Maria di Leuca (no Salento).

Após cinco anos de trabalho, o resultado é um percurso pensado para ser acessível mesmo sem experiência específica de cicloturismo — tal como eu era em 2021 —, embora alguns troços continuem mais exigentes e exijam atenção redobrada. Cada itinerário tem o seu próprio ficheiro GPX descarregável, um mapa ilustrado com os dados principais e um perfil de altitude interativo. O mapa interativo mostra todo o traçado com os níveis de segurança estimados para cada troço.

Contactos

Chamo-me Marco Zanetti. Se tiveres dúvidas, sugestões ou quiseres comunicar atualizações sobre um troço específico, podes escrever-me para info@cicloviaadriatica.eu. O projeto está em constante evolução: cada aviso é valioso.

📖 O guia completo da Ciclovia Adriatica Mapas das etapas diárias, percursos GPX, oficinas de bicicletas, onde comer, o que visitar e eventos durante o ano. PDF personalizado entregue por email.
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O Passaporte Adriático Como o Caminho de Santiago, mas de bicicleta: um carimbo por cada etapa, de Trieste a Santa Maria di Leuca, e a possibilidade de reservar alojamentos convencionados.
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